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Encontros com o futuro: prospecções do campo museal brasileiro no início do século XXI
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Metadados
Miniatura
Título
Encontros com o futuro: prospecções do campo museal brasileiro no início do século XXI
Autor
Frederico Barbosa da Silva
Resumo
Ao assumir a direção do Departamento de Difusão, Fomento e Economia dos Museus – DDFEM, logo após a criação do Instituto Brasileiro de Museus – Ibram (BRASIL. Lei n.º 11.904, 2009), uma das iniciativas que propus para a área foi a realização de uma pesquisa sobre a economia e o desenvolvimento sustentável dos museus brasileiros, tema inédito no campo da museologia nacional, mas que já estava previsto no rol das competências do Departamento, conforme a aprovação da Estrutura Regimental do Ibram (BRASIL. Decreto n.º 6.845, 2009).
O processo para implementar a pesquisa apresentou, contudo, dificuldades de diversas ordens, uma vez que o Ibram então se estruturava e carecia, à época, de pessoal e da logística necessária para levar avante a empreitada. Sem esmorecer, conseguimos superar obstáculos e encontrar a solução na proposta de uma ação conjunta com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea, a ser conduzida pelo seu consultor técnico na área cultural, Frederico Barbosa, tão logo o DDFEM pusesse em atividade a Coordenação de Estudos Socioeconômicos e Sustentabilidade, o que não tardou a acontecer.
Este trabalho, portanto, é fruto de uma iniciativa do Ibram em parceria com o Ipea, que tem como objetivo principal apontar tendências do campo museal brasileiro a respeito de temas variados que permitam inferir possibilidades de atuação, sob diferentes cenários, num horizonte de dez anos. Estas prospecções foram desenvolvidas a partir de pesquisa realizada, sob a ótica dos cinco eixos do Plano Nacional Setorial de Museus – PNSM (i - Produção simbólica e diversidade cultural; ii - Cultura, cidade e cidadania; iii - Cultura e desenvolvimento sustentável; iv - Cultura e economia criativa; v - Gestão e institucionalidade da cultura), com atores do campo museal, organizados em um grupo amostral (painel) constituído de diretores de museus, museólogos, estudiosos e acadêmicos do setor cultural, jornalistas e agentes públicos da área.
Nesse contexto, a pesquisa coletou impressões sobre as diferentes crenças e valores que justificam os museus como objeto de política pública, assim como informações acerca de percepções a respeito de instrumentos de ação governamental ou próprios do campo. Esse conjunto de informações permitiu que, diante da realidade de nosso país, das necessidades e dificuldades existentes, pudéssemos desenvolver inferências que apresentassem imagens de futuros possíveis para o campo nos próximos anos.
Ante uma variedade de assuntos, as prospecções realizadas viabilizam uma interessante reflexão sobre o panorama futuro do setor museal sob múltiplas instâncias, além de trazerem à tona temas centrais da Política Nacional de Museus – PNM. A abordagem adotada perpassa várias áreas de interesse do campo que, analisadas em conjunto, esclarecem e apontam soluções no processo de tomada de decisão dos agentes, sem falar nas perspectivas de ação para favorecer oportunidades, circunscrever fraquezas e enfrentar ameaças. Permitem, ainda, a identificação de possibilidades de atuação no fortalecimento de políticas públicas e na melhoria da gestão planejada do futuro do museu.
É importante ressaltar que este trabalho não tem a pretensão de apontar
verdades absolutas, válidas como previsões de futuro, nem mesmo de
reduzir toda a riqueza do campo à visão dos painelistas. Ao contrário: espera-se que os conflitos apresentados pelas análises possam nortear debates, ações e decisões de políticas públicas favoráveis ao campo. O museu é terreno fértil para sensibilização de questões essenciais à humanidade: cultura, história, educação, ciência, tecnologia e outros, mas também deve ser local onde se percebe o passado com os olhos voltados para o futuro.
De modo geral, o balanço final dos resultados aponta para uma direção
de crescimento planejado e grandes oportunidades. A continuidade
e desenvolvimento do olhar público voltado aos museus tende a se fortalecer, assim como a importância dessas instituições na defesa do
patrimônio cultural e na preservação da identidade cultural de nossa sociedade. Tendência bastante expressiva aqui observada é referente à
responsabilidade dos próprios museus em tornar seus espaços cada vez
mais democráticos e convidativos, seja por meio de inovações tecnológicas que atraiam o público jovem, seja via projetos pedagógicos consistentes ou na adoção de fontes de recursos próprias que tragam mais autonomia, independência e possibilidade de um planejamento eficaz.
O esforço de desenvolver o campo não depende apenas de um agente, mas da sinergia de todos os envolvidos no processo museal. A pesquisa de prospecção de posicionamentos e tendências para os museus brasileiros
atesta essa máxima e explora caminhos para os próximos passos que poderão tomar forma e dimensão significativa para o campo museal. Acreditamos no potencial deste trabalho como instrumento de gestão e
propulsor de mudanças positivas para o setor no panorama brasileiro.
Boa leitura.
Eneida Braga Rocha de Lemos
Diretora do Departamento de Difusão, Fomento e Economia de Museus
Idioma
Português
Tipo de item
Livro
Assunto
Gestão museal
Instituição
Instituto Brasileiro de Museus
Data de publicação
1 de janeiro de 2014
Descrição
Encontros com o futuro: prospecções do campo museal brasileiro no início do
século XXI / Frederico Barbosa da Silva ... [et al.] – Brasília, DF: Ibram, 2014.
142p. : il; 21x29,7cm – (Coleção Museu, economia e sustentabilidade, 1)
ISBN: 978-85-63078-31-5
1. Museus. 2. Museus e gestão. 3. Cadeia Produtiva. 4. Economia Criativa.
I. Silva. Frederico Barbosa da. II. Vieira, Marco Estevão de Mesquita. III. Instituto
Brasileiro de Museus. IV. Série.
CDU 069.0981
Title
Encontros com o futuro: prospecções do campo museal brasileiro no início do século XXI